Especiais Reflexo da política
PREFEITOS DERROTADOS NÃO TEM DADO CARONA COMPLETA
Crueldade, desumanidade, desrespeito e insensibilidade, que se agravam se o prefeito exonerador, se dizer sério, ético, honesto, humanizador, religioso e cuidador do semelhante!
02/11/2024 16h16 Atualizada há 2 anos
Por: Direto da redação

 

Hipoteticamente, imagine você voltando para sua casa, depois de um dia exaustivo e tenso no trabalho, em carona no veículo do seu patrão, que o deixa na esquina da rua onde você reside, com clima de chuvisco, frio e vulnerabilidade, em decorrência da região ser escura e insegura. Com absoluta certeza, este foi um favor, que tem similaridade com o que convencionamos chamar de “presente de grego”, que é uma expressão referente a uma dádiva que traz prejuízo para quem a recebeu, ao contrário do que era esperado.

Neste contexto, um taxista, mototaxista, ou alguém com senso de responsabilidade e zelo, o deixaria na porta da sua casa, esperaria você entrar e somente depois iria embora. Isso sim é o que podemos chamar de responsabilidade, empatia e humanização nas relações interpessoais. Este fato serve de metáfora, para explicar o que tem acontecido em alguns municípios, onde prefeitos foram derrotados; tiveram seus prefeituráveis fracassados nas urnas eleitorais, ou foram tão medíocres, que sequer foram candidatos, ou tiveram algum candidato majoritário que tivesse interesse em ter seus apoios.

Logo após as eleições, esses prefeitos simplesmente, passaram a publicar no diário oficial exonerações de servidores que não participaram da campanha; que criticaram a gestão, não publicaram defesa do governo em suas redes sociais; apoiaram e votaram em candidatos a vereador e prefeito, que não eram do seu bem querer. E assim muita gente que contava com salários dos três últimos meses do ano, tiveram o revés de prefeito desumano, insensível e irresponsável, que usa e abusa da Prefeitura, como se ela o pertencesse e já no início do próximo ano, não mais tivesse ele como comandante.

Exonerar servidores públicos após frustações e fracassos eleitorais, é o que mais se aproxima do que se convencionou denominar de sadismo institucionalizado. Essa perversidade se amplia com a situação de muitos dos demitidos, terem feito oposição sistemática e intrépida ao prefeito eleito pela oposição, cujas consequências serão de impossibilidade de permanecer trabalhando na Prefeitura. Crueldade, desumanidade, desrespeito e insensibilidade, que se agravam se o prefeito exonerador, se dizer sério, ético, honesto, humanizador, religioso e cuidador do semelhante!