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Reviravolta na política eunapolitana: PSD na mira da Justiça e vereadores na corda bamba
 Nos bastidores, há quem diga que a situação do PSD em Eunápolis é “insustentável”.
16/06/2025 15h10
Por: Direto da redação

Oito meses após as eleições de 2024, Eunápolis pode estar prestes a viver um terremoto político. E o epicentro atende pelo nome de PSD. Segundo apurações e dados da Justiça Eleitoral, há indícios graves de fraudes no uso do fundo partidário e na montagem das candidaturas femininas — especialmente no que diz respeito à cota de gênero, as famosas “laranjas eleitorais”, candidaturas femininas usadas apenas para burlar a legislação da cota de gênero (mínimo de 30% de candidatas mulheres por partido), sem engajamento real, mas com recebimento de recursos públicos.

Lembra da candidata Ritinha?
Recebeu R$ 60 mil do fundão eleitoral, declarou ter gasto quase tudo (R$ 57,5 mil) — e teve CINCO votos. Isso mesmo: 5️⃣ votos. Nem o grupo da família no WhatsApp parece ter colaborado.

 Nas redes sociais informadas ao TSE? Nenhum sinal de campanha.

A matemática não fecha — e a narrativa também não. Em suas redes sociais, registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não há qualquer evidência de campanha real: nem panfletagem, nem vídeo, nem mesmo um post chamando para o voto.

 O maior gasto? Com a empresa H&H Empreendimentos, uma firma de marketing digital que parece ter virado “queridinha” do PSD local. Só Ritinha pagou R$ 47,5 mil à empresa.

E ela não foi a única:

 Ao todo, a H&H Empreendimentos abocanhou mais de R$ 550 mil nas eleições de 2024, quase tudo vindo de campanhas do PSD. Detalhe: a empresa tem foco em design gráfico e terceiriza impressão de material — o que torna ainda mais estranhos os altos valores com “militância digital” e “peças publicitárias”.Segundo os dados da empresa, ela  não é uma gigante de marketing eleitoral — mas parece ter faturado como se fosse.

E o que isso pode significar?
Estamos diante de um possível esquema de candidaturas fictícias — montadas só para cumprir a cota de gênero e liberar verbas públicas, sem intenção real de disputar o pleito. 

A Justiça Eleitoral já investiga o caso, e se confirmar a fraude, as consequências podem ser explosivas:

 Nos bastidores, há quem diga que a situação do PSD em Eunápolis é “insustentável”.
Como diria o povo da roça: onde há fumaça, tem fogo — e esse parece ser dos grandes.

Aguardemos os próximos capítulos. Mas a pergunta já está no ar:

Quantas dessas candidaturas foram feitas para disputar — e quantas apenas para desviar?