Eunápolis Manobra Politica
Jogada política na Câmara de Eunápolis: rejeição das contas expõe manobra para tirar Cordélia das próximas eleições.
E fica o alerta: quando critérios técnicos são substituídos por conveniências políticas, quem perde é sempre a democracia e, sobretudo, o eleitor.
18/06/2025 21h44 Atualizada há 1 ano
Por: Direto da redação

Em uma movimentação que escancara mais uma vez como a política, muitas vezes, ignora critérios técnicos em prol de interesses eleitorais, a Câmara de Vereadores de Eunápolis votou, nesta quarta-feira (18), pela reprovação das contas de 2022 da ex-prefeita Cordélia Torres, contrariando o parecer técnico do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que havia aprovado as mesmas contas.

Por 13 votos a 3 e uma abstenção, a maioria dos vereadores — muitos sem qualquer formação técnica na área de finanças públicas ou administração — desconsiderou a análise criteriosa realizada pelo TCM, órgão que, por lei, tem a competência de avaliar os números, a legalidade, a gestão fiscal e o uso dos recursos públicos.

A decisão tem um peso político claro: tornar Cordélia Torres inelegível e, consequentemente, tirá-la do jogo eleitoral. Uma estratégia que deixa uma pergunta inevitável no ar: ➡️ A quem interessa essa jogada? Quem se beneficia, de fato, com Cordélia fora das urnas?

Nos bastidores, o que se comenta é que o jogo não é apenas jurídico ou contábil — é, sobretudo, eleitoral e estratégico. Afinal, se as contas foram tecnicamente aprovadas pelo TCM, o que move uma decisão contrária senão a vontade de enfraquecer um determinado grupo?

A ex-prefeita, em suas redes sociais, reforçou: “O Tribunal de Contas dos Municípios, aprovou as contas da nossa gestão, confirmando aquilo que sempre nos guiou: o compromisso com a legalidade, a responsabilidade com o dinheiro público e o respeito ao povo de Eunápolis. A aprovação das contas é mais que um parecer técnico, é o reconhecimento de que trabalhamos com seriedade, dentro do que a lei exige e com total responsabilidade administrativa.” concluiu

A manobra, embora política, levanta um debate mais profundo sobre o papel das câmaras municipais, muitas vezes usadas como palco de disputas pessoais travestidas de fiscalização.

E fica o alerta: quando critérios técnicos são substituídos por conveniências políticas, quem perde é sempre a democracia e, sobretudo, o eleitor.