Polícia Guerra de facções
Reviravolta no caso Raiane: Polícia descarta bala perdida e confirma execução em Caraíva, polícia já identificou o autor do crime
A morte de Raiane, antes considerada uma fatalidade, agora é tratada como execução em meio à guerra do tráfico em Caraíva.
20/08/2025 07h29 Atualizada há 1 ano
Por: Direto da redação

A Polícia Civil confirmou que a morte de Raiane Bispo Santana, 30 anos, ocorrida na última segunda-feira (18), em Caraíva, distrito de Porto Seguro, não foi causada por uma bala perdida, mas sim por uma execução ligada à disputa de facções criminosas.

Inicialmente, o caso havia sido divulgado como um disparo acidental que atingiu a vítima enquanto dormia. No entanto, perícias realizadas na comunidade de Nova Caraíva, próximo ao restaurante Império, identificaram múltiplos tiros, marcas em paredes, janelas e cercas, além de indícios de disparos à curta distância, descartando a versão inicial.

De acordo com testemunhas, Raiane teria sido perseguida por Alisson Jesus Magno, apontado como integrante de facção criminosa e atualmente foragido. Ele teria utilizado uma espingarda calibre 12 na ação.

Disputa entre facções

As investigações apontam que a vítima era suspeita de colaborar com rivais da facção ADM/CV, que atua em Caraíva. Durante a noite do crime, membros do grupo teriam atravessado o rio a pé até o local, surpreendendo Raiane em sua residência.

Familiares afirmaram à polícia que Raiane morava em Caraíva havia menos de um ano, trabalhava na região e tinha um filho sob os cuidados da avó em Itabela. Eles ressaltaram que a jovem não tinha envolvimento com o crime, mantinha bom comportamento social e não consumia drogas.

O caso foi registrado na 2ª Delegacia Territorial de Porto Seguro/Arraial d’Ajuda, sob o Boletim de Ocorrência nº 25-00625521. Um inquérito foi instaurado e a polícia segue em diligências para localizar o autor e possíveis comparsas.

A morte de Raiane, antes considerada uma fatalidade, agora é tratada como execução em meio à guerra do tráfico em Caraíva.