Eunápolis acaba de conquistar um título vergonhoso: aqui nasceu o voto mais caro do Brasil. O escândalo que envolve o PSD local já é apontado como um dos maiores absurdos da política nacional e está na mira da Justiça Eleitoral.
O caso que chamou a atenção de todo o país é o da candidata Ritinha (PSD). Ela recebeu R$ 60 mil do fundão eleitoral, declarou ter gasto R$ 57,5 mil e conquistou apenas cinco votos. Isso mesmo: 5 votos. Na matemática simples, cada voto saiu por R$ 11.500, o mais caro da história política brasileira.
Nem campanha nas ruas, nem vídeos nas redes sociais, nem engajamento digital: absolutamente nada. O maior gasto declarado? R$ 47,5 mil pagos à empresa H&H Empreendimentos, que abocanhou sozinha mais de R$ 550 mil em contratos do PSD durante as eleições de 2024.
E não foi só Ritinha:
Pastora Maria Nilza gastou R$ 40 mil e terminou com 11 votos.
Maíza Oliveira gastou outros R$ 40 mil e conquistou apenas 48 votos.
A suspeita é clara: candidaturas de fachada, usadas apenas para cumprir a cota de gênero e liberar o fundo partidário. A Justiça investiga inclusive o uso de escritórios de contabilidade para forjar notas fiscais e serviços inexistentes, levantando a hipótese de que a própria H&H Empreendimentos funcione como empresa de fachada.
Nos corredores da política eunapolitana, o burburinho é de que Ritinha teria sido pressionada pela alta cúpula do PSD local após o escândalo vir à tona. Resultado? A candidata simplesmente “meteu o pé” da cidade, desaparecendo do radar político e deixando mais perguntas do que respostas.
Se confirmada a fraude, as consequências prometem abalar a política eunapolitana:
Cassação de chapas inteiras do PSD;
Perda imediata de mandatos conquistados;
Nova recontagem de votos;
Processos criminais por falsidade ideológica e improbidade administrativa.
O uso de “laranjas eleitorais” já derrubou chapas em diversos estados, e Eunápolis pode ser o próximo epicentro de cassações.
Como diz o povo: “onde há fumaça, tem fogo”. E aqui, o incêndio promete ser dos grandes.
A pergunta é inevitável: quantas candidaturas disputaram de verdade e quantas existiram só para desviar dinheiro público?