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Justiça Eleitoral de Eunápolis recua novamente e amplia desgaste público
Justiça eleitoral faz jogo de empurra-empurra e população eunapolitana duvida da competência do órgão e da capacidade de julgamento do magistrado
11/12/2025 10h01
Por: Direto da redação

 

A novela eleitoral em Eunápolis ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira (10). Após determinar a recontagem dos votos para vereador por causa da condenação e cassação de Adriano Cardoso, a Justiça Eleitoral voltou atrás e suspendeu o próprio ato menos de 24 horas depois. O juiz Wilson Nunes da Silva Júnior reconsiderou a decisão, afirmando que o recurso do vereador já está pronto para ser enviado ao TRE-BA — algo que, curiosamente, já era sabido desde o início do processo.

O movimento abrupto expôs ainda mais a instabilidade das decisões locais e alimentou a percepção de desorganização dentro da 203ª Zona Eleitoral. Entre idas e vindas, cresce a crítica de que o órgão está perdido na condução dos desdobramentos da última eleição.

A frase que ecoa nas ruas resume o clima: “Justiça eleitoral faz jogo de empurra-empurra e população eunapolitana duvida da competência do órgão e da capacidade de julgamento do magistrado.”

Com decisões que avançam de manhã e recuam à tarde, o Judiciário local coleciona desgaste, aumenta o descrédito popular e reforça a sensação de que, em vez de segurança jurídica, o que se tem é improviso.