Bahia Serviçal de Jerônimo
A Bahia Sangra: Deputados Subservientes Ajudam Governo a Endividar Ainda Mais o Estado
O voto de deputados alinhados cegamente ao governo não passa despercebido e entra para a história como mais um capítulo de um modelo político que endivida o Estado e silencia o debate público.
13/01/2026 09h14 Atualizada há 10 meses
Por: Direto da redação

 

A Assembleia Legislativa da Bahia voltou a cumprir, sem resistência, o papel que tem marcado sua atuação nos últimos anos: servir como mera chancela das decisões do Executivo. Em mais uma votação polêmica, deputados da base governista aprovaram um novo empréstimo bilionário solicitado pelo governador Jerônimo Rodrigues, aprofundando o endividamento do Estado enquanto a população enfrenta uma realidade de abandono nos serviços públicos.

Entre os votos favoráveis está o da deputada estadual Cláudia Oliveira (PSD), cuja postura tem sido apontada por críticos como subserviente ao Palácio de Ondina. Sem apresentar questionamentos públicos relevantes ou exigir garantias concretas de retorno social, a parlamentar votou a favor de mais uma operação de crédito que compromete o futuro financeiro da Bahia.

O discurso oficial do governo fala em “reorganização fiscal” e “investimentos estratégicos”. Na prática, porém, o que se vê é uma Bahia mergulhada em crise na segurança pública, com índices alarmantes de violência; saúde sucateada, marcada por filas, falta de profissionais e hospitais superlotados; e educação fragilizada, sem respostas estruturais para estudantes e professores. Ainda assim, a solução apresentada segue sendo a mesma: mais dívida.

A postura de deputados que deveriam fiscalizar o Executivo levanta um questionamento inevitável: a quem serve a Assembleia Legislativa da Bahia? Ao povo que sofre com a ausência do Estado ou a um governo que acumula empréstimos sem apresentar resultados concretos?

A aprovação do novo endividamento escancara um Legislativo fragilizado, que abre mão de sua independência e se limita a carimbar projetos enviados pelo governo, muitas vezes em sessões rápidas, sem debate profundo e sem transparência suficiente para a sociedade.

Para a oposição e setores críticos da sociedade civil, o cenário é claro: a Bahia sangra, e essa sangria é agravada pela complacência de parlamentares que preferem a fidelidade política ao compromisso com a população que os elegeu.

Enquanto bilhões são autorizados em empréstimos, o cidadão comum continua pagando a conta, seja pela violência nas ruas, pela precariedade nos hospitais ou pela falta de perspectivas. O voto de deputados alinhados cegamente ao governo não passa despercebido e entra para a história como mais um capítulo de um modelo político que endivida o Estado e silencia o debate público.