Uma grave situação de vulnerabilidade social tem revoltado moradores da rua Atalaia no bairro Minas gerais, em Eunápolis. Conhecida na região como família Montalvão, a família é composta por sete pessoas, entre elas quatro crianças, todas com algum tipo de deficiência e necessidade urgente de acompanhamento especializado.
As crianças, necessitam de acompanhamento psicológico e psiquiátrico, além de atenção constante da assistência social, do Conselho Tutelar e de outros órgãos competentes. Segundo relatos de vizinhos, as crianças vivem em condições extremamente precárias, dormindo no chão, em um ambiente insalubre e cercado por lixo.
Ainda de acordo com moradores, a situação da família é conhecida pela Assistência Social do município, porém nenhuma providência efetiva foi tomada até o momento. A sobrevivência da família tem dependido exclusivamente da solidariedade da vizinhança, que frequentemente contribui com alimentos, roupas, medicações e itens básicos.
“Essa família está literalmente jogada ao léu. O poder público sabe de tudo, mas não move uma palha”, relatou um morador, indignado com o abandono.
Diante do cenário, a população também questiona a funcionalidade dos órgãos públicos voltados à área social, como a Assistência Social e o CAPS, que deveriam atuar diretamente em casos de extrema vulnerabilidade e sofrimento mental, especialmente envolvendo crianças. Para os moradores, a ausência de ações concretas levanta dúvidas sobre a efetividade dessas estruturas no atendimento à população mais carente.
O caso expõe não apenas a fragilidade social enfrentada pela família Montalvão, mas também a omissão do poder público, que tem o dever legal e moral de garantir proteção, dignidade e direitos básicos, sobretudo quando envolve crianças em situação de risco.
Diante da gravidade do quadro, a população cobra ações imediatas por parte da Prefeitura, da Secretaria de Assistência Social, do Conselho Tutelar, do CAPS e do Ministério Público, para que sejam adotadas medidas urgentes que assegurem condições humanas de moradia, saúde, acompanhamento psicológico e proteção social a essa família.
O Eunanews segue acompanhando o caso e reforça o espaço aberto para que os órgãos responsáveis se manifestem.