Polícia Acidente fatal
Duas mortes, acusações de embriaguez e anos de silêncio: o caso que ainda revolta Eunápolis
E a pergunta que ecoa até hoje é: quem responde por isso?
19/02/2026 21h06
Por: Direto da redação

O grave acidente ocorrido em 2010 na BR-101, em Eunápolis, não foi apenas mais uma estatística nas rodovias brasileiras. Foram duas vidas perdidas e uma ferida aberta que, mais de uma década depois, ainda não cicatrizou.

Naquela noite, José Lima Santos, de 35 anos, morreu na hora, preso às ferragens após a violenta colisão. Uma segunda vítima foi socorrida com vida e levada ao Hospital Regional de Eunápolis, mas não resistiu aos ferimentos e também faleceu.

Segundo relatos da época, Wellington Pereira Rodrigues, conhecido como “Negão da Água”, retornava de uma festa na cidade de Itagimirim quando ocorreu o acidente. Um policial rodoviário federal que atendeu a ocorrência afirmou que ele apresentava sinais de embriaguez ao volante.

A própria polícia apontou o veículo conduzido por Wellington como potencial causador da tragédia.

Duas mortes. Duas famílias destruídas. Um trauma coletivo.

2012: novo acidente, mesma suspeita

Dois anos depois, em 2012, Wellington voltou a se envolver em outro acidente. Nas proximidades da Roça do Povo, um veículo modelo Celta tombou e teve perda total.

Novamente surgiram acusações de que ele estaria sob efeito de álcool. Dessa vez, não houve vítimas. Mas o episódio reforçou, para muitos moradores, um padrão perigoso: dirigir sob suspeita de embriaguez.

Justiça que não chega

Mais de dez anos se passaram desde a tragédia de 2010. Familiares seguem clamando por justiça.

O que se vê é silêncio. Nenhum retorno efetivo à sociedade. Nenhuma resposta que conforte quem perdeu pai, filho, irmão.

Vidas foram interrompidas de forma brutal.

E a pergunta que ecoa até hoje é: quem responde por isso?