
A Bahia reclama da violência, das filas na saúde, dos problemas na educação e das greves. Mas, na hora de votar, decidiu manter no poder o mesmo grupo político que domina o estado há quase duas décadas.
Jerônimo Rodrigues segue no governo. Rui Costa e Jaques Wagner vão para o Senado.
Ou seja: a velha política venceu novamente.
O resultado provoca uma pergunta incômoda: se tanta gente está insatisfeita com a realidade do estado, por que continua elegendo os mesmos responsáveis por governá-lo?
E não faltaram polêmicas. Segurança pública, saúde, educação e o controverso caso dos respiradores pagos e não entregues durante a pandemia continuam alimentando críticas e questionamentos.
Rodrigo Constantino resumiu sua indignação em uma frase que causou revolta: “A Bahia é o câncer do Brasil.”
A declaração é pesada. Mas o resultado das urnas também é.
A Bahia teve a chance de mudar. Preferiu continuar.
Agora não adianta apenas reclamar.
Quem escolhe também precisa assumir a conta.
O voto é soberano. E suas consequências também.
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