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Eunápolis O preço da imprensa!

JABÁ, CARGOS E SILÊNCIO: A IMPRENSA DE EUNÁPOLIS VIROU PUXADINHO DO PODER!

Quando a imprensa tem preço, quem perde é o povo!

05/11/2026 às 10h35
Por: Direto da redação
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JABÁ, CARGOS E SILÊNCIO: A IMPRENSA DE EUNÁPOLIS VIROU PUXADINHO DO PODER!

 

Em Eunápolis, parece que algumas notícias têm prazo de validade: enquanto agradam ao poder, ganham destaque; quando exigem fiscalização, cobrança e independência, desaparecem misteriosamente da programação. Uma publicação do blogueiro Val Cabral joga luz sobre uma discussão incômoda: a relação entre publicidade institucional, nomeações e o comportamento de alguns veículos de comunicação local. Afinal, estamos falando de jornalismo ou de uma conveniente relação de interesses?

A pergunta é indigesta: será que determinados microfones perderam a voz ou descobriram que o silêncio também pode ser um excelente negócio? Quando a publicidade pública entra em cena, é preciso saber se os critérios são técnicos, transparentes e impessoais ou se existe uma lógica de conveniência política. Dinheiro público não pode virar anestesia para consciência editorial, muito menos transformar veículos de comunicação em departamentos informais de propaganda PrefeituraNews.

O problema não é receber publicidade da Prefeitura. Veículos de comunicação precisam sobreviver, profissionais precisam receber e campanhas institucionais precisam chegar à população. O problema começa quando a dependência financeira ameaça a liberdade de informar, quando elogios parecem ter espaço garantido e cobranças desaparecem justamente quando a administração mais precisa ser fiscalizada. Aí, convenhamos, o jornalismo corre o risco de virar assessoria com outro nome e microfone próprio.

E fica o recado: quem recebe recursos públicos precisa estar preparado para prestar contas. Quais veículos recebem? Quanto recebem? Quais critérios são utilizados? Existem contratos, nomeações ou vínculos que mereçam esclarecimentos? Transparência não deveria provocar alergia em ninguém, muito menos em quem vive de informar a sociedade.

No fim das contas, a população não precisa de uma imprensa domesticada, de manchetes sob encomenda ou de jornalistas que confundam independência com conveniência. Prefeitura tem assessoria para elogiar; imprensa tem obrigação de fiscalizar. Porque, quando o jabá fala mais alto que a notícia, quem perde não é apenas o jornalismo: é a própria sociedade.

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